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  • mai
  • 04
  • 2010
  • 17:05

Crise na Europa volta a derrubar bolsas do mundo todo

Escrito por: MITZY OLIVEIRA
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O receio quanto ao pagamento das dívidas dos países europeus voltou a preocupar os mercados nesta terça-feira e a prejudicar o desempenho das bolsas no mundo todo. Logo pela manhã, as bolsas no exterior abriram em forte queda, após rumores de que as agências de risco Moody’s e Fitch rebaixariam a classificação de risco da Espanha.

Ambas as agências negaram o boato, mas as bolsas continuaram caindo. Na Europa, Madri caiu 5,31%, Frankfurt, 2,60%, e Paris, 3,64% e Londres, 2,56%. Por volta das 16 horas, o Ibovespa – principal índice de ações do mercado brasileiro – recuava 3,23%, aos 64.953 pontos. Na mínima, às 13 horas, 64.698 pontos, em queda de 3,61%. O volume preliminar, até o horário, era de R$ 7,9 bilhões.

Nos EUA, o clima também é negativo. No horário, Dow Jones caia 2,19%, S&P 500 recuava 2,52% e Nasdaq desvalorizava-se 3,15%.

Outra notícia também a respeito da situação da Espanha, que azedou o clima dos negócios, foi que o país teria de recorrer a um socorro ao estilo grego, anunciado no fim de semana. O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, porém, disse que o país tem capacidade de pagar sua dívida e que não precisa de ajuda da Europa. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também correu para defender a Espanha, afirmando não haver verdade nos rumores de pedido de ajuda.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sofre ainda pressões da ação mais líquida do mercado, que durante o dia sofre fortes quedas. Após o UBS anunciar que rebaixou a recomendação para as ações da Petrobrás de “comprar” para “neutra”, os papéis da companhia passaram a cair mais de 4%. No horário, Petrobrás PN recuava 3,81% e Petrobrás ON, 2,97%.

Analistas do banco atribuíram a mudança do rating ao gasto maior da companhia com baixos retornos, já que a petroleira “desenvolve a cadeia de fornecimento local e investe em áreas secundárias”. A notícia veio um dia depois do JP Morgan ter rebaixado sua recomendação para os papéis da Petrobrás de “overweight” para “neutral” e reduziu o preço-alvo para o American Depositary Receipt (ADR) da empresa, de US$ 57,00 para US$ 48,00.

Leia Mais: http://economia.estadao.com.br/noticias/financas,crise-na-europa-volta-a-derrubar-bolsas-do-mundo-todo,not_16579.htm

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