Um investimento arriscado, mas que pode gerar ganhos mesmo quando ações recuam, vem atraindo cada vez mais os investidores.
A aplicação em opções de ações disparou na BM&FBovespa neste ano. O número de contratos negociados passou de 235,3 mil, no primeiro semestre de 2009, para 424,1 mil, no mesmo período de 2010 –crescimento de 80%.
Segundo o diretor da BM&FBovespa Julio Ziegelmann, essa expansão é consequência do crescimento geral do mercado acionário.
Além disso, o investimento feito por corretoras em educação financeira e ferramentas que facilitam a montagem de operações tornam as opções mais acessíveis.
Depois que a corretora Icap passou a oferecer o programa FlexScan, em julho, o número de operações na corretora aumentou em 30%.
Disponível também em outras oito corretoras, ele permite simular operações com opções, indicando custos, probabilidade de ganhos e potencial de perda e lucro.
“Adotamos o FlexScan devido à maior demanda dos clientes por opções”, disse Paulo Levy, diretor da Icap.
É possível montar operações com compra ou venda de apenas um tipo de opção ou de dois, três e até quatro.
Com ajuda do FlexScan, o investidor Roberto Martins já fez três operações, ao custo total de R$ 500, que lhe renderam cerca de R$ 1.300.
A quarta, no entanto, envolvendo opções da Petrobras, está lhe dando prejuízo de mais de 40%. A operação, que lhe custou R$ 60, poderia render até R$ 1.560.
“Poderia desmontar a operação antes do vencimento para evitar perdas maiores, mas vou esperar para ver se se recupera”, disse.















