Neste post dou algumas dicas práticas de como operar principalmente as travas.
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Thu, Aug 12, 2010 11:00 AM – 11:45 PM BRT
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Thu, Aug 26, 2010 11:00 AM – 11:45 PM BRT
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Estratégia analisada: Long Combo sintético
Voltada para proteção de carteira de maneira barata, sem prejudicar significativamente o retorno do investidor caso a ação suba.
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Segue a programação para os próximos webinars gratuítos do FlexScan:
JULHO
1 – Análise de estratégias direcionais
Data – 01/07 – das 17:15 as 18:00
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2 – Análise de estratégias para mercado sem tendência definida
Data – 15/07 – das 17:15 as 18:00
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3 – Análise de estratégias para mercado volátil
Data – 29/07 – das 17:15 as 18:00
Link para inscrição:https://www1.gotomeeting.com/register/854730617
Após um período sem poder postar, volto com o intuito de melhor divulgar as estratégias que envolvem opções. Aproveitando as grandes oscilações que o mercado vem sofrendo e a completa falta de consenso de para onde vamos no curto prazo, vou resgatar a estratégia clássica de volatilidade que foi postada há um tempo atrás, o Straddle.
Desta vez vamos pensar que o investidor acredita que o mercado tem maior chance ir para uma direção do que para outra, mas que não deseja perder caso ocorra um movimento forte na direção que ele atribuia menor probabilidade. Como vamos ver este conforto pode encarecer sua estratégia caso ele esteja certo, mas será melhor manter uma prioridade do que atribuir mesma probabilidade para a alta e para queda ficando neutro no mercado.
Antes de falar das suas variações vamos recapitular pontos importantes do Straddle:
- Envolve a compra de PUTs e isso pode ser um fator complicador (apesar de podermos nos proteger destas usando ações ou até mesmo montar esta estratégia com puts sintéticas)
- Esta estratégia tem THETA negativo, quanto mais tempo ficar nesta estratégia sem o mercado se movimentar maior será seu prejuízo.
- É fundamentalmente uma estratégia de VEGA onde queremos ganhar dinheiro com o aumento da volatilidade ou um movimento muito grande de preço da ação.
Vamos focar em duas variações do Straddle, o Strip e o Strap.

A diferença na composição destas três estratégias como pode ser vista é que enquanto compramos call e puts na mesma quantidade para montar um straddle, para montar um Strap é necessário comprar duas vezes mais calls do que puts e para montar um Strip é necessário comprar duas vezes mais PUTS do que CALLS. Vale frisar que estamos usando calls e puts sobre a mesma ação (VALE5), do mesmo vencimento e do mesmo strike.
Para uma comparação mais rica, utilizei o mesmo preço de entrada para as três estratégias e montei o tamanho do lote pelo custo de cada estratégia. O critério de seleção que quero destacar aqui é a região de perda de cada estratégia, que estão destacados no gráfico, pelos pontos de equilíbrio de cada uma delas.
Utilizando o Straddle como parametro de comparação (verde), podemos ver que ao montar um strap (azul) você estará mais confiante na alta, pois neste caso você precisará de uma alta menor para obter lucros, no entanto caso você esteja errado, só passará a obter lucro se o mercado cair mais do que o esperado no Straddle.
Já o Strip (laranja) é mais adequado para aqueles que acreditam que o mercado vai cair, por uma lógica análoga ao caso do Strap.
Note que caso você tenha confiança suficiente em sua análise, seria mais barato comprar apenas uma CALL, caso você acredite que o mercado irá subir, ou comprar apenas uma PUT caso você acredite que o mercado irá cair, no entanto se estiver errado suas perdas serão maiores.
Lembre-se que este tipo de estratégia é sempre indicado para momentos onde se espera uma notícia importante ou um resultado da empresa, pois estes fatos podem gerar oscilações no mercado. É uma boa tática para aqueles que possuem grande incerteza quanto a direção do movimento do mercado, mas que acreditam que será um movimento forte.
Qual quer dúvida que vocês tenham sobre estas estratégias podem utilizar o nosso fórum. Espero ter ajudado.
Bons negócios e até o próximo post!
Um assunto muito discutido no campo de precificação de opções é qual a volatilidade deve-se utilizar para alcançar o preço justo de uma opção. Neste post vou tratar um pouco dos modelos que existem para se precificar uma opção quais são as variáveis destes modelos, e então ficará claro a importância do uso correto da volatilidade para a determinação de um preço justo para o mercado. Esta volatilidade será chamada de Volatilidade Teórica. Em seguida falarei um pouco sobre o que é a volatilidade implícita e as possíveis explicações para a existência de diferença entre estas duas volatilidades.
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O modelo mais utilizado para a precificação de uma opção é o modelo de Black & Scholes, que exige muita matemática e uso de equações diferencias e conceitos de cálculo estocástico para ser provado que é possível arbitrar o mercado, ou seja, ter lucro sem risco, caso o preço de mercado seja diferente daquele gerado pelo modelo.
Outro modelo mais simples utilizado é o modelo binomial. Este modelo atribui uma probabilidade para a alta da ação e para a alta e para a queda da ação e modela o preço da opção a partir destas probabilidades. Este modelo apesar de ser mais simples para entender é bem mais complexo de ser calculado, exigindo métodos computacionais avançados. No entanto este modelo, sob algumas circunstancias, gera um valor muito próximo do modelo Black-Scholes, o que o torna pouco utilizado.
Agora vamos as variáveis do modelo Black – Scholes, que são 5
1.Preço do Ativo-Objeto – Como estamos tratando de opções sobre ações aqui é devermos computar o preço da ação. Tome o cuidado de pegar o preço correto. Por exemplo, uma opção PETRD38 é uma opção de compra sobre PETR4 nada tem a ver com o preço da PETR3
2.Tempo para o vencimento – na Bovespa existem 12 series para calls e 12 para puts, cada série é referente a um mês, acompanhe o calendário da Bovespa para saber o dia exato em que cada série vence e assim poder calcular quantos dias faltam para o vencimento
3.Preço de Exercício – Este é o fator que caracteriza uma opção e obviamente deve ser levado em consideração para determinação de seu preço
4.Taxa de juros (livre de risco) – Podemos considerar para este valor a meta da taxa SELIC divulgada pelo Banco Central ou ainda a taxa CDI. Como ambas são muito próximas não existirá grande diferença na avaliação da opção usando uma ou outra.
5. Volatilidade do ativo objeto- Aqui que surgem a maior parte das discussões como já foi citado. O modelo assume que este parâmetro não varia ao longo do tempo, no entanto é comum no mercado ver momentos onde o mercado oscila pouco ficando sempre perto de um patamar, ou seja, a volatilidade é baixa, e momentos onde vemos grandes movimentos, ou seja, a volatilidade é alta.
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Um estudo mais detalhado destas variáveis nos mostrará que para um determinado momento do mercado, por exemplo, em 18/03/2010 às 16:33:47, a PETR4 valia 36,95. Sei que a serie D possui 21 dias para o vencimento e que a taxa de juros é 8,75%, e além disso para a opção PETRD38 o preço de exercício é 38. O único parâmetro que não sei determinar é a volatilidade, já que esta não é constante ao longo do tempo.
Estatisticamente este fenômeno é chamado de heterocedasticidade e existem vários métodos para tentar descobrir qual a volatilidade que foi visualizada em um determinado período. Qual quer um que você utilize este será apenas uma aproximação.
Por outro lado, dado que todos os demais parâmetros do modelo estão fixados e o mercado fornece o preço da opção, é possível encontrar a volatilidade que colocada no modelo gera aquele preço. Esta volatilidade é chamada de volatilidade implícita.
Note que quando você calcula uma volatilidade teórica por qual quer modelo que seja, você deverá considerar a mesma volatilidade para todos os strikes de uma mesma série. No entanto quando você calcula a volatilidade implícita você provavelmente encontrará uma volatilidade diferente para cada opção.
É possível verificar este fato através do gráfico chamado Smile. Este gráfico mostra no eixo horizontal as diferentes opções de uma série e no eixo vertical as volatilidades implícitas de cada uma delas. É chamado Smile, pois normalmente as opções com preço de exercício mais próximos do preço do ativo objeto possuem volatilidades implícitas mais baixas dos que as demais, formando uma curva que se assemelha a um sorriso.
-> Mas por que as volatilidades implícitas são diferentes uma das outras e consecutivamente diferentes da volatilidade teórica (que não deveria mudar)?
Normalmente a resposta é dada pela diferença de liquidez das opções. As opções que tem menor volatilidade são normalmente as mais negociadas. Atribui-se então que a falta de liquidez de uma opção pode gerar uma distorção no seu preço, encarecendo-a em relação ao modelo teórico, ou seja, aumentado a volatilidade implícita.
Aqueles que possuem alguma dúvida ou precisam de algum esclarecimento peço que utilizem os comentários aqui no blog ou então que utilizem nosso fórum na parte de Demais assuntos.
Aos que se interessam sobre o assunto peço que me mandem um email para ver a viabilidade de um curso mais matemático e estatistico.
leonardo@investflex.com.br
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A fence é uma estratégia pouco utilizada no mercado brasileiro mas muito utilizada ao longo do mundo. É bastante útil para a proteção de um portfólio que já contenha ações de uma empresa que possuam opções bastante negociadas.
Vou mostrar a seguir a sua estrutura clássica que envolve a negociações de puts e logo em seguida mostrarei como fazer esta estratégia apenas com calls.
Observe pelo gráfico que temos uma proteção de aproximadamente 5% para a queda, ou seja, mesmo que a ação caia até o vencimento 5% você estará com seu retorno travado, neste caso em um lucro de R$80,00 caso a açâo suba você ampliará seu lucro até um valor máximo de R$2.080,00 quando o preço da petrobrás atinge o valor de 36,00.
A grande vantagem desta estratégia é conseguir travar seu prejuízo quando açâo cai e acompanhar a subida obtendo lucro até certo ponto. Por isso é aconselhável montá-la quando possui a ação em sua carteira e nâo acredita em uma alta muito grande.
Se decompormos esta estratégia e olharmos ela separadamente vamos enteder como montá-la apenas com calls. Separe as puts do restante da estrategia e analise esses dois blocos separadamente como abaixo
Como pode se ver, a primeira parte que não utiliza puts, é uma venda coberta. Enquanto a segunda parte é uma trava de baixa que é estruturalmente da trava de baixa que conhecemos, já que está é feita com puts. Se substituirmos esta trava de baixa feita com puts por uma usual trava de baixa com calls, ou seja, vendemos a call de strike 32 e compramos a call de strike 34, obteremos a mesma estrutura da fence apenas utilizando calls.
Vale destacar que muitas vezes a estrutura de retorno das puts é mais vantajosa, no entanto você terá problemas de liquidez caso queira desmontar sua estratégia antes do vencimento. Vale a pena estudar os preços em ambos os casos e verificar qual deles é mais vantajoso para sua intenção de investimento
Lembrando sempre que quais quer duvidas podem ser sanadas através de nosso fórum ou até mesmo através de comentários diretos a este post
Bons Negócios!
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Data- 25/02 – das 11:30am as 12:15pm
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O condor é uma estratégia bastante utilizada no mercado financeiro se visamos obter lucro mesmo quando o mercado encontra-se oscilando muito pouco sem apresentar uma tendencia definida. No post do dia 22 de dezembro já mostrei algumas caracteristicas interessantes do condor e suas variações mais conhecidas, o albatroz e o pterodáctilo.
Hoje mostrarei uma estratégia bastante parecida, mas que expoe o investidor a um risco mais elevado. Esta estratégia é aconselhada para pessoas com mais intimidade com as opções e principalmente com as gregas. É possível ainda compará-la com uma trava de alta. Utilizarei o exemplo abaixo para melhor demonstrá-la
Como mostrada acima esta estratégia é montada com 3 posições sendo todas elas com opções da mesma série (Março, série C) e de mesmo ativo-objeto (no caso VALE5). Observe que no caso de um condor teriamos mais uma posição comprada com um strike superior ao último(48) e com a mesma diferença entre o primeiro e o segundo strike (44-40, então para fazermos um condor teriamos que comprar a VALEC52). Além disso note que esta estratégia está deslocada de maneira que para obter lucro a ação deverá subir um pouco até o vencimento(o que pode ser evidenciado por um delta positivo). O que quero chamar bastante atenção é o posicionamento desta estratégia em Theta e Vega. Note que se o seu cenário de volatilidade baixa acontecer você terá incrementos no seu lucro provocados pelo Vega negativo e ainda terá o auxílio do tempo para estar certo, o que é mostrado pelo vega positivo.
Para aqueles que não tem tanta intimidade com as gregas uma boa sugestão são nossas vídeo aulas sobre este assunto
Como esta estratégia não possui um limite para seu prejuízo caso a ação suba muito, tome cuide-se contra o Gamma. Caso o delta fique negativo e o gamma exageradamente grande (depende do perfil de cada investidor) pense em encerrar sua posição ou recomprar sua opção com strike mais alto (no caso a VALEC48) desta forma você limitará seu risco, e ainda assim poderá sair no lucro.
Observe que neste caso (vendendo a VALEC48) teriamos uma trava de alta entre a VALEC40 e a VALEC44.
Olhe conforme a tabela abaixo a comparação entre a Trava de alta 40/44, a Long Call Ladder e o Condor 40/44/48/52,
O custo da Long Call Ladder é o menor das 3 estratégias. Este fato possibilita que o lucro máximo seja maior. No entanto na questão do risco sem dúvida a Long Call Ladder é a mais preocupante, pois é possível que uma alta exagerada acabe lhe tirando muito dinheiro. Não é a toa que esta estratégia exige margem.
Enfim, espero ter ajudado… Caso tenham alguma dúvida por favor deixem um comentário aqui no post ou lá em nosso fórum de estratégias.
Bons negócios e até a próxima!